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Caminhada Viver andarilhos Volta da ilha cultural


Transformar em arte a história e a tradição de um lugar é característica comum nos artistas que se identificam com a terra onde nascem e vivem. A junção da criatividade, com o conhecimento e o amor por uma cidade, resultaram em belas obras, seja uma pintura, um poema, uma escultura ou uma canção.


Como não somos artistas, nossa homenagem aos 559 anos de Vitória foi marcar este chão com nossas pegadas, caminhando por lugares que onde todos possam se lembrar de sua história e sua riqueza.


Os andarilhos que se dispuseram a prestar esta homenagem se reuniram na Praia de Camburi as 6:30 h, para se deslocar até o centro histórico da cidade, caminhando pela orla.


É interessante a visão que se tem de praças, prédios e outras edificações quando os olhos se libertam Do cotidiano.

Sob esta ótica, o andarilho enxerga, sem exagero, a Ponte de Camburi, os barcos do Iate Clube como verdadeiras obras de arte.


Passar pelas praças dos Namorados, Desejos e da Ciência, Curva da Jurema, o shopping, a Terceira Ponte, a bela enseada do Suá com seus modernos prédios comerciais, caminhando lentamente é uma experiência e tanto.

O clima agradável, com sensação térmica proporcionada por uma brisa constante e sob um sol forte, favoreceu a observação na só dos monumentos mas também do mar e das embarcações.


Nas proximidades do Porto de Vitória, fizemos a nossa parada técnica para esperar os retardatários e fazer a nossa tradicional pose ao lado de um dos mais belos cartões postais, o imponente Penedo.


A partir deste ponto saímos da Beira Mar diminuindo o ritmo para conhecer as maravilhas de um passado de glórias de nosso centro Histórico.


Agora seríamos turistas em nossa própria cidade, através do Projeto Visitar.


O Projeto Visitar, da Secretaria de Turismo, foi criado em 2006 pela Prefeitura Municipal de Vitória e executado em parceria com o Instituto Goia, como parte de uma política pública para revitalização do centro da cidade.

A criação de roteiros turísticos, o monitoramento nos monumentos, o envolvimento da comunidade, a preservação da memória, as pesquisas e a difusão cultural, fazem parte das diversas atividades deste projeto e propõem-se a resgatar os caminhos da história.

O objetivo maior do Projeto Visitar é promover e consolidar o Centro Histórico de Vitória como destino turístico. Para isso transforma a visitação ao patrimônio e o incentivo à cultura das comunidades locais em uma oportunidade de levar os moradores e turistas a conhecer os símbolos e bens que os povos construíram ao longo dos tempos.


Na Praça Costa Pereira os guias já estavam a postos para nos ajudar na fantástica caminhada pela história da cidade.


Demonstrando conhecimento do tema, sem se apegar aos clichês tão comuns em locais de turismo intenso, deram explicações detalhadas sobre a história da Praça, o Theatro Carlos Gomes, da sede o Álvares Cabral e dos costumes da década de 20, antes de entrarmos no Teatro.


No teatro fomos recebidos por uma monitora que detalhou toda a história, os detalhes construtivos e os períodos e glória e abandono pelos quais passou este monumento.


Nos monumentos seguintes, sempre havia um monitor muito bem preparado para narrar todos os detalhes e suas características.

Estivemos na Igreja do Rosário, Igreja do Carmo, Capela Santa Luzia, Convento São Francisco, Catedral Metropolitana.


Saindo da Catedral, fomos para a praça em frente ao Palácio Anchieta, ocasião em que as guias nos contaram diversos casos e curiosidades do local.


Como nem tudo são flores, é digno de nota o estado atual de abandono em que se encontra a antiga sede da Assembléia Legislativa, que abrigará no futuro a Biblioteca Municipal. Caso esta restauração não venha logo, o futuro deste monumento estará seriamente ameaçado.


A caminhada oficial foi encerrada com uma foto nas escadarias de aceso ao Palácio.


E para comemorar uma caminhada tão boa como esta, visitamos mais um monumento o Calçadão da rua Sete de Setembro, onde cantamos o tradicional Parabéns pra Você a nossa cidade, acompanhado de muita prosa e cerveja gelada.


Não posso encerar sem deixar de agradecer a Secretaria de Turismo de Vitória por sua colaboração ao disponibilizar guias com alto nível de conhecimento técnico e simpatia.


Sei que o amor por uma cidade – aquela em que se nasceu ou em que se criou é algo complexo, porém caminhar pela sua história foi a maneira mais simples que achamos para externá-lo.


Grande abraço a todos e até o Pico da Bandeira nos dias 18 e 19 de Setembro


Antônio Falcão de Almeida