Informativos

Dicas


Mudança de hábito é o primeiro passo


Emagrecer para ser saudável ou ser saudável para emagrecer? Essa dúvida é muito frequente nos consultórios médicos. Mas, nem sempre, uma pessoa magra é saudável e a forma física não define saúde ou a falta dela.  Por isso, a orientação de uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, nutricionistas e psicólogos, é tão importante na prevenção de doenças e na promoção de saúde. 

De acordo com a nutricionista do Programa Viver Bem, de Atenção e Promoção à Saúde da Unimed Vitória, Aline Sarmento, um indicador de avaliação de saúde é o exame de composição corporal, em que se verifica o peso corporal separado (músculo, percentual de gordura, osso, percentual de água). Outro indicativo é a interpretação de um exame laboratorial completo. 

Ela afirma que, se colocarmos em prática, gradativamente, uma alimentação nutritiva e balanceada, acompanhada de exercícios físicos regulares, o emagrecimento é apenas mais uma consequência, dentre várias outras, que vão trazer qualidade de vida às pessoas. “A reeducação alimentar é o conjunto das práticas de alimentação saudável, atividade física e tempo para lazer e relaxamento, como o sono, por exemplo”, afirma.

A nutricionista conta que o indivíduo deve ser estimulado a pensar em como ele quer se ver daqui a cinco, dez, 15 anos. “Muitos ficam assustados com o rumo de vida que estão levando e pretendem mudar. É preciso colocar metas alcançáveis a curto e a longo prazo, porque assim as pessoas sentem-se felizes quando atingem os resultados e se mantêm firme no propósito”.

Psicologia - Apoio psicológico relacionado ao comportamento alimentar também é premissa para um bom resultado. “Assim, atingimos resultados duradouros, pois tratamos e prevenimos todos os problemas de saúde existentes e muitas vezes um problema leva ao outro. Tratando todos, fica mais fácil obter resultados positivos das terapêuticas”, avalia a nutricionista. 

A psicóloga do grupo, Naira Delboni, diz que se deve aprender a olhar a comida como algo para somar e não como prêmio ou regulador de humor. “O autocontrole na alimentação depende da relação entre você e comida.  Mudar hábitos e persistir no objetivo é fundamental”, ensina a psicóloga.