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Informações diminuem ansiedade, medo e inatividade de pacientes com dor crônica

A educação do paciente sobre a dor pode gerar inúmeros benefícios ao longo do tempo



A dor, independente da sua classificação, se aguda ou crônica, é uma percepção desagradável, porém vital em se tratando de saúde. A dor aguda é considerada apenas como um estado de alerta, mas a dor crônica é aquela em que os sintomas se mantém além do tempo fisiológico de cicatrização da lesão, podendo permanecer por meses. E o que preocupa é que estudos revelam prevalência de dor crônica entre 20 e 50% da população brasileira, mostrando que é um problema de saúde pública que ainda está longe de receber a devida atenção.


O fisioterapeuta da Unimed Vitória, Fabrício Alves, conta que as abordagens atuais sobre a dor persistente ou crônica têm mostrado que a educação do paciente sobre a dor pode gerar inúmeros benefícios ao longo do tempo. “Explicar que ela é um processo natural e que só se torna um problema quando se cronifica, faz toda diferença para os pacientes e traz mais confiança e empoderamento para poderem participar ativamente do seu próprio tratamento”, avalia.


O fisioterapeuta disse que, atualmente, já se pode afirmar que educação em dor diminui a ansiedade, medo e inatividade dos pacientes. E lembra que o exercício físico deve ser parte fundamental na vida desses pacientes, mas qualquer outra atividade lúdica ou que traga satisfação também pode ajudar. 


A psicóloga da Unimed Vitória, Naira Delboni, explica que, mesmo que ainda não exista a possibilidade de cura da dor crônica, o controle do quadro doloroso e a possibilidade de se obter um comportamento adaptativo já trazem benefícios e melhoram a qualidade de vida do paciente.


“Trabalhar com pacientes portadores de dor crônica é um desafio, principalmente em decorrência do sofrimento psíquico que acompanha o físico. Ao receber um paciente com este tipo de sintomas é preciso ter flexibilidade, procurando entender o problema apresentado, a situação atual da vida, o funcionamento global do indivíduo ao longo do seu desenvolvimento, suas experiências traumáticas, sempre observando como ele organiza a sua própria história, como se relaciona com as pessoas, os seus principais conflitos e, principalmente, como se relaciona com o sintoma da dor, ou seja, que compreensão ele traz da dor e que significado ela assume em sua vida”, avalia.


A Unimed Vitória possui um programa multidisciplinar de tratamento da dor persistente, dentro do Programa Viver Bem: o grupo de Orientação de Dor Crônica. Os participantes recebem uma abordagem biopsicossocial para levar informações para um melhor conhecimento da dor em relação à parte física e também diante de desafios emocionais.